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Casal argentino que trocou carreira policial pela praia em SC vive tensão por última Copa de Messi: 'não há igual'

redacao by redacao
15/06/2026
in Últimas Notícias
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De ex-policiais a donos de café em SC: casal argentino vive misto de nostalgia e tensão pe
Marcela Murillo, de 55 anos, e Claudio Marcelo Galarza, de 57, trocaram a carreira de 30 anos como policiais de Buenos Aires, na Argentina, pela aposentadoria em Canasvieiras, região queridinha dos ‘hermanos’ em Florianópolis. Hoje, os dois comandam uma cafeteria local que se tornou um pedaço argentino na capital de Santa Catarina.
Mas, além do aroma do café, a expectativa para a estreia da seleção argentina na Copa do Mundo 2026 também tem movido o casal nos últimos dias.
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A paixão pela seleção argentina está marcada na pele de Cláudio. No final da Copa de 2022, o ex-policial fez uma promessa: tatuaria a taça do título caso a Argentina fosse a campeã. Ele cumpriu o acordo um dia depois da conquista.
Entre risos e certo nervosismo, a esposa lembra do sufoco que foi acompanhar a final da última Copa em Canasvieiras, quando o bairro foi tomado por uma “onda de compatriotas”
“A rua ficou inundada de argentinos. Eu achei que ele [Cláudio] fosse morrer de tanta tensão no último jogo”, brinca Marcela.
Para o torneio atual, o sentimento do casal é de nostalgia misturada à melancolia. Esta será a última Copa do Mundo de Lionel Messi. Para os empresários, a despedida do craque é dolorosa.
“É triste. Ele é um ídolo que temos. É um ‘coloraço’ [expressão para boa pessoa], um cara do bem, não há igual a ele.”
Sobre o favoritismo e a chance de um bicampeonato consecutivo da Albiceleste, Claudio adota uma postura cautelosa e pés no chão, bem diferente do clima de “já ganhou” de 2022.
Para ele, o título desta vez está aberto e a disputa promete ser acirrada entre três grandes potências: Argentina, Brasil e Espanha.
De ex-policiais a donos de café em SC casal argentino vive misto de nostalgia e tensão pela última Copa de Messi
Júlia Venâncio
Casal se mudou para Florianópolis em busca de paz e qualidade de vida
Marcela e Cláudio se mudaram para Florianópolis em 2021 quando se aposentaram das carreiras de policiais em Buenos Aires, capital da Argentina.
A transição de uma “vida agitada” no país vizinho para o ritmo litorâneo do Norte da Ilha foi planejada após uma série de férias na região. “Vínhamos buscar um pouco de tranquilidade”, relata Marcela.
Quando a aposentadoria chegou, o casal não hesitou: fez as malas e trouxe a filha mais nova, que na época tinha só 10 anos e não falava uma palavra em português.
Hoje, aos 15 anos, os pais já consideram a adolescente uma legítima “manezinha”, apelido dado para quem nasce em Florianópolis. Segundo os pais, a adolescente adaptou-se tão bem à cultura local que a única coisa que ainda denuncia suas raízes é a paixão fervorosa pelo futebol.
“Ela já fala [como os locais] e tem a linguagem corporal das brasileiras. É muito feliz aqui, e isso é o mais importante”, relata a mãe.
De ex-policiais a donos de café em SC casal argentino vive misto de nostalgia e tensão pela última Copa de Messi
Júlia Venâncio
O “carro-chefe” que conquistou os brasileiros
Embora tenham mudado para o Brasil sem a pretensão de abrir um negócio, a energia do casal os impulsionou a empreender.
Começaram de forma tímida, nos fundos de uma galeria, o que limitava o público aos conterrâneos e a poucos conhecidos. Hoje, instalados em um ponto de maior visibilidade, eles atendem a uma clientela mista e cativa.
No cardápio, clássicos como empanadas, pizzas e pães recheados dividem espaço com o verdadeiro orgulho da casa: as medialunas de manteiga – uma versão argentina do croissant, com doçura e textura diferenciadas.
“É o nosso produto essência, primordial. O que aqui no Brasil vocês chamam de ‘carro-chefe'”, explica Claudio, adotando a gíria brasileira.
As medialunas fazem tanto sucesso que, no verão, a produção decola para abastecer outras lojas da região, além de conquistar definitivamente o paladar dos clientes brasileiros.
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Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/06/15/casal-argentino-sc-tensao-ultima-copa-messi-nao-ha-igual.ghtml

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